quarta-feira, 29 de julho de 2009

Havana

Acordámos pelas 4.30 da manhã, no 1716 do Habana Libre: o Diogo estava sem sono e "já não conseguia dormir mais"...
O dia foi clareando, e fomos indo até à janela para ver o que nos esperava
Retirado o "blackout", deparamo-nos com a vista fabulosa do 17º andar do Habana Libre.
A paisagem fez-me recordar  "Lourenço Marques", provavelmente dos postais. Edificios "brancos", tudo muito geométrico, espaços amplos, muitas árvores, poucos carros.
Peguei na D300 e fiz uns quantos ensaios sem grande pressa, mas sem querer perder a oportunidade, embora antecipasse que surgiriam mais.
Deste primeiro dia, fica sobretudo a memória da igreja e de algumas "histórias" que se iam capturando com a 200mm.

O pequeno almoço foi outra surpresa, goiabas e mangas verdadeiramente soberbas, a "goiabada" uma "referencia" a nunca esquecer, tudo o resto passou para segundo plano, apesar do pequeno almoço ser bastante bom: claramente o melhor do Habana Libre...
A meio da manhã encontro com o Ernesto/Raquel e ninõs ... e depois do entusiamos inicial, todos juntos no mesmo carro (4 adultos e 4 niños) no KIA... veriamos depois que este feito não era absolutamente nada de extraordinário para os locais. Destino: Mercado ao pé da casa do Ernesto.
O mercado era fantástico, tal como nos iria parecer fantástico "tudo" em Havana. Uma autêntica viagem no tempo, as cores, sons, pessoas, ambiente, tudo era diferente (ok... o calor começava a ser um pouco demais).

Em seguida Havana Velha, e a visita obrigatória à Catedral.


Depois da Catedral, o calor, e o cansaço da viagem fizeram-nos focar a atenção num restaurante com a/c onde se pudesse ter um almoço minimamente simpático, e foi o que acabámos por fazer. Desta primeira ida a Havana Velha fica a recordação do calor, da luz  "dura" (imprópria para fotografia...) e um almoço simpático, antes do regresso ao parque onde alguns descansavam...





O Habana Libre está bastante "gasto", as 5 estrelas são claramente uma herança do passado. O A/C não é regulável, no quarto onde estávamos (e noutros, será que é em algum?...)- o termostato de regulação já não existia (era um conjunto de restos partidos...), a meio da tarde deixou de haver água quente.

 OK:  tinham-nos avisado: "Em Cuba muita paciência e tolerãncia para as questões inesperadas", parecia uma boa receita, e na verdade veio a revelar-se como "a receita" ao longo da estadia (que não teve grandes contratempos).

Acábamos na piscina... também longe de ser algo muito apelativo. À torreira do sol,  sem sombras, água quentissima e bastante "turva", e onde tinhamos de deixar uns irritantes 10CUC por cada toalha (a devolver contra entrega à saida). Valia-nos a vista, o "âmbiente" e a expectativa dos fantasticos dias seguintes. A meio da tarde começavamos a ser sobrevoados por uns passarocos grandes... viriamos a saber mais tarde que se tratavam de "tinhosas" (abutres locais). As "tinhosas" acompanharam-nos quase por toda a viagem.

No final do dia o Diogo estava exausto. Um terrivel ataque de tosse antes do jantar, motivo pelo qual decidimos ficar no buffet do hotel (20CUC cada adulto, 10CUC os niños)... o Diogo adormeceu à primeira "garfada", ficou o jantar todo deitado em duas cadeiras para surpresa e "gozo" dos que entravam. Depois do jantar, nada como carregar o niño até ao quarto e prepararmo-nos para a partida para Viñales (refazer malas, e dormir ... pouco).   Um obrigado à Marta que muito nos ajudou nestas fases complicadas...

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